terça-feira, 19 de maio de 2015

Projeto colaborativo de arte brasileiro é finalista em concurso na Dinamarca


Batizado de "Nós Art Project", a instalação concorreu com 171 projetos em todo o mundo; busca agora é por recursos para a viagem a Europa

Uma rede feita a partir de cordas e nós atados pela mãos de diferentes pessoas (adultos, jovens, crianças), que é fixada a um marco arquitetônico de valor histórico e ao solo, formando uma grande malha na qual as pessoas poderão subir, deitar, brincar, descansar e, especialmente, apropriar-se da maneira que mais lhes interessar. Este é o projeto pensado por três estudantes brasileiras que ganhou uma vaga no Land-Shape Festival, evento realizado em Hanstholm, região ao norte na Dinamarca, em junho deste ano. A obra ficou entre as 12 finalistas de 171 inscritos de todo o mundo, e em breve, o trio formado pelas jovens Maria Beatrice Trujillo, Beatriz Alcântara e Paula Bedin (duas estudantes de arquitetura e uma de design) se prepara para desembarcar na Europa e expôr o projeto de Land-Art (instalação artística realizada no meio ambiente). 

"A região do festival tradicionalmente trabalha com a pesca. Isso é um ponto de congruência com a nossa própria cultura, o litoral do Brasil é enorme, as imagens de barcos, praias e tudo o que permeia essa atividade está presente no nosso imaginário. Esse foi um dos motivos pelo qual a gente escolheu trabalhar com redes", explica Maria Beatrice. O universo da pescaria inclui uma série de atividades muito além da pesca em si: navegação, produção de materiais, a dinâmica dos pescadores e a relação de toda a comunidade. Isso tudo envolve uma transmissão de conhecimento muito forte."


Como tratar questões de identidade cultural? Qual o valor do patrimônio de uma comunidade? Como traçar novas narrativas a partir de um espaço que já é familiar? Estas são as questões que a instalação pretende abordar no Festival. "Nossa ideia é, através da produção colaborativa desta trama de nós, promover um encontro de diferentes histórias, permeadas por múltiplas experiências de vida, referências culturais e expectativas, amarradas nesta oportunidade de troca", justifica a artista. Para mergulhar ainda mais nesse universo, Paula, Maria e Beatriz fizeram uma viagem para Picinguaba, no litoral de São Paulo, e visitaram uma vila de pescadores. "A gente aprendeu bastante sobre as técnicas que envolvem as atividades da pesca. Pretendemos fazer o mesmo na Dinamarca e aprender com a comunidade de lá. Essa troca é muito interessante", continua Maria Beatrice.


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