quinta-feira, 8 de outubro de 2015

What Design Can Do! tem edição inédita em São Paulo

Richard van der Laken, fundador do What design Can Do!, apresentou hoje detalhes sobre a conferência realizada pela primeira vez em São Paulo. 



What Design Can Do! tem edição inédita em São Paulo

Pela primeira vez, conferência internacional de design ganha versão fora de Amsterdã

    O evento internacional What Design Can Do!, realizado há cinco anos em Amsterdã, na Holanda, desembarca em São Paulo em 7 e 8 de dezembro, no Teatro FAAP.
            Criada com a ideia de conectar os designers aos principais problemas sociais de nossa era, a conferência evoluiu para um movimento maior. Hoje, é um espaço no qual designers de diversos países inspiram uns aos outros com boas práticas no campo do “social design” por meio de debates e sessões especiais com mesas redondas e workshops.
A edição brasileira do What Design Can Do! já tem ingressos disponíveis e traz cerca de 20 palestrantes de diversas áreas de todo o mundo para dois dias inteiros de apresentações. Designers, arquitetos, jornalistas, estilistas e chefs de cozinha vão trocar experiências criativas e discutir sobre a visão do design em temas relevantes relacionados a questões urbanas, consciência cultural e natureza. Ainda há um blog para divulgar e compartilhar notícias e boas histórias.

A escolha de São Paulo para receber o evento está ligada à rica cena cultural da cidade que é conhecida mundialmente, porém tem problemas de uma grande metrópole em fase de mudanças sociais, culturais e econômicas.
Entre os embaixadores e conselheiros do evento no Brasil estão nomes relevantes, como a especialista em economia criativa Ana Carla Fonseca, a jornalista e curadora Adélia Borges, o chef Alex Atala, o designer Marcelo Rosenbaum, a jornalista e crítica Maria Helena Estrada, os designers Irmãos Campana, o publicitário Marcello Serpa, o arquiteto e designer Giancarlo Latorraca e Miriam Lerner, diretora do Museu da Casa Brasileira.
“Muitas pessoas já se convenceram que o design é muito mais que um exercício estético”, afirma Richard van der Laken, fundador do What design Can Do!. “ Com este evento em São Paulo, nós queremos explorar e compartilhar o impacto do projeto com um público verdadeiramente internacional. Por essa razão, São Paulo é um passo importante para nós”

“Em um mundo em constante transformação social, cultural e ambiental, quais são os limites do Design? Entender a complexidade das relações humanas com seu ambiente e propor soluções integradas, inteligentes e sustentáveis tornou-se cada vez mais importante. O Design assume um caráter de agente de transformação social. Discutir estas mudanças é o objetivo desta conferência, sediada pela FAAP e que acontece pela primeira vez fora de seu país de origem”, destaca o Professor Fabio Righetto, diretor da Faculdade de Artes Plásticas da FAAP.

            A edição brasileira da conferência tem parceria com a Mandacaru, com a arquiteta Bebel Abreu à frente da produção executiva. A empresa se dedica a realizar exposições e conferências relacionadas às artes gráficas no Brasil e no exterior, assim como o AGI Congress e a 10ª Bienal de Design Gráfico.


Palestrantes confirmados

Alex Atala – Uma das muitas conquistas do chef é a busca de soluções sustentáveis no mundo da alta gastronomia. No D.O.M., seu restaurante em São Paulo, ele se recusa a importar ingredientes sofisticados, como fois gras e caviar, e prefere vasculhar o Brasil nativo, especialmente a região da Amazônia para obter produtos indígenas. D.O.M. está entre os 10 dos 50 melhores restaurantes do mundo que constam na lista S. Pellegrino.

Como chef, seu objetivo é sair da zona de conforto e propor uma nova experiência gastronômica, resgatando os sabores mais autênticos da cozinha Brasileira e seguindo uma visão contemporânea.

Marcelo Rosenbaum – Designer de interiores e produtos, acredita que referências a memórias pessoais e raízes culturais podem aumentar a autoestima. Rosenbaum espalha sua mensagem por meio de seus projetos e suas performances midiáticas em programas de TV.

Em seu escritório, designers, arquitetos, produtores e profissionais da comunicação trabalham juntos em projetos que vão além da concepção espacial e da estética do objeto. Rosenbaum define a vida por valores como a identidade cultural, conexão, memória e inclusão.

Stefan Sagmeister – Quando o designer gráfico nascido na Áustria abriu seu estúdio em Nova Iorque, sua ideia era trabalhar para a indústria musical e se manter pequeno. Rapidamente começou a criar capas de discos, que posteriormente se tornariam ícones para artistas como David Byrne, Lou Reed, Talking Heads e Rolling Stones, Vinte anos depois, Sagmeister alcançou o status de rock star dentro da comunidade do desgn.

Rohan Shivkumar – Sob o título de Anarquiteto, o arquiteto, urbanista e educador indiano Rohan Shivkumar tem um blog sobre cinema, literatura e a mudança do aspecto das cidades e aldeias indianas. O blog reflete a sua visão interdisciplinar da arquitetura e na forma como a arte, a literatura e o cinema deveriam interagir com a cidade.

Shivkumar é vice-diretor do Instituto Kamla Raheja Vidyanidhi para a Arquitetura e Estudos do Ambiente em Mumbai. Seus interesses foram moldados pelas mudanças dramáticas na paisagem física da cidade, com um desenvolvimento desenfreado provocando estragos nas comunidades e na memória coletiva.

Sissel Tolaas – Renomada mundialmente, a artista norueguesa é cientista e especialista em olfato. Sissel Tolaas considera que as nossas sociedades desenvolveram a linguagem da cor e é surpreendente que ainda não desenvolvemos uma para o cheiro.  Em 1990 começou a compilar um arquivo de cheiros no seu estúdio em Berlim. Hoje, o arquivo é composto por 6763 aromas distintos de todas as partes do mundo, preservados hermeticamente e conservados em caixas de alumínio.

Com base neste arquivo, Tolaas começou a desenvolver uma linguagem com palavras completamente novas e livres de contexto para descrever cheiros característicos.

Tracy Metz – Jornalista e autora americana sobre arquitetura, urbanismo, paisagem e natureza, baseada em Amsterdã. É diretora do Instituto Adams John Institute e apresentadora do talk show mensal “Vida Urbana” sobre a vida nas cidades, em Amsterdã.


Daisy Ginsberg – Estilista britânica, artista e escritora, buscando novos papéis para o design
está desenvolvendo abordagens experimentais para ajudar a imaginar ideais alternativos em torno da tecnologia. Como designer e escritora está interessada em saber se a biologia poderá ser verdadeiramente projetada e, se puder usar o design para questionar como devemos – ou não – projetar com ela.

Catalogtree – Designers gráficos holandeses, especializados na visualização de dados. Catalogtree é um estúdio multidisciplinar fundado em 2001 por Daniel Gross e Joris Maltha. Seus projetos são realizados a partir da coleta de enormes quantidades de dados indigestos e suas transformações em imagens claras e lúcidas.  

Mariana Santos - Nascida em Portugal, Mariana já rodou toda a Europa, entre Erasmus, projeto de mestrado e cia. Foi para na redação do The Guardian, onde trabalhou com motion design e foi responsável por coberturas como a do Wikileaks e dos protestos de Londres, em 2011.

Trabalha no ICFJ Knight International Journalism Fellowships, com grupos de treinamento de jornalistas e designers em toda a América Latina. Seu principal projeto é o Chicas Poderosas.

Serviço:
Ingressos à venda a partir de R$180, disponíveis até 06/12/15
Mais informações em http://www.whatdesigncando.com.br/


Programação (sujeita a alterações)

Dia 1
 7 de Dezembro
9:30 Sessões de abertura
Richard Van Der Laken (Holanda – What Design Can Do)
Tracy Metz (Estados Unidos - Pesquisa / Jornalismo)

11:30 Sessões da Manhã
Mariana Santos (Portugal – Jornalismo)
Catalogtree (Holanda - Visualização de Dados)
Christophe Balaresque (França – Arjo Wiggins)
Upload Cinema (Holanda - Dados)

13:15 – Almoço

14:10 sessões especiais (a ser anunciado)

15:50 Sessões finais
Intermezzo
Rohan Shivkumar (Índia – Arquitetura)

17:20 Coquetel

Dia 2
 8 de Dezembro
9:30 – Sessões de Abertura
Bebel Abreu (Brasil - Publicação)
Ricky Poynor (Brasil - Móveis)
Desafio WDCD

11:30 Sessões da Manhã
Alex Atala (Brasil - Gastronomia)
Daisy Ginsberg (Reino Unido – Biologia Sintética)
Sissel Tolaas (Noruega - Cheiro)
Koert Van Mensvort (Holanda – Next Nature)

13:15 Almoço

14:10 Sessões Especiais (a ser anunciado)

15:50 Sessões Finais
Intermezzo
Marcello Rosenbaum (Brasil - Produto)
Stefan Sagmeister (Estados Unidos – Design Gráfico)

17:20 coquetel


Sobre o curso de Design Gráfico e de Produto da FAAP – O curso integra disciplinas das áreas de ciências humanas, tecnologia e negócios, desenvolvendo a criatividade, o senso estético, a visão socioambiental e as habilidades para encontrar soluções e desenvolver projetos e objetos que atendam às necessidades e expectativas do ser humano. A FAAP foi a primeira instituição a criar em São Paulo um curso de design, em 1967. Com excelente infraestrutura, os alunos podem contar com oficinas de marcenaria, metais, cerâmica, xilogravura, litografia e serigrafia, sendo que o estúdio fotográfico é uma referência entre as escolas de design do País. Possui ainda um corpo docente, constituído por profissionais com experiência prática em design, garantindo aos alunos uma excelente formação técnica.Destaque para os convênios internacionais que a FAAP mantém com 30 instituições em 12 países, como Queensland University of Technology (Austrália); University of the Arts London, University of Westminster, Goldsmiths College e University of Bradford (Reino Unido); Universidad Camilo José Cela e ESDI – Escola Superior de Disseny (Espanha); Florence University of the Arts (Itália); Virginia Commonwealth University (EUA); e Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Monterrey (México).

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